Foto de 1913 - Cenário de Macapá no inicio do século XX
Em 10 de maio de 1901, o capitão Aprigio Perez Nunes, delegado de policia de Macapá, sofre um conflito armado pelo tenente Pompeu Aureliano de Moura, comandante de um destacamento do Exercito instalado na Fortaleza de São José de Macapá, em represália à decisão de Perez Nunes, de tirar do Exército a incumbência do policiamento da cidade. A retirada desta responsabilidade do Exercito, foi em razão de estarem acontecendo várias arbitrariedades cometidas pelos aquartelados na Fortaleza, como abuso de autoridades etc.
Com o consentimento do intendente Teodoro Mendes, Perez Nunes vai a Belém conserser com o chefe de policia daquele municipio, a fim de recrutar pessoas para fins de instalar uma policia civil no Amapá. Durante sua estada em Belém, Pompeu Moura, depois de várias reuniões, consegue convencer a população de Macapá de que Perez Nunes havia ido a Belém recrutar varios pára-militares com a intenção de tomarem a cidade, para transformá-la numa região independente, a exemplo de Cunani. Ao regressar com oito novos policiais civis, Perez Nunes é abordado por soldados da Fortaleza que fizeram fogo ao delegado de policia e seus novos recrutas. Nunes conseguiu fugir ao cerco e volta novamente a Belém, para relatar o caso ao seu chefe, o delegado de Policia de Belém.
Em 22 de maio de 1901, uma corveta da marinha brasileira aporta em Macapá, conduzindo um oficial do Exército, uma guarnição militar e o capitão Aprigio Nunes, para renderem o tenente Pompeu Moura, responsável pelo conflito.
Existe uma outra versão para o conflito, de autoria de Ernesto Cruz (História do Poder Judiciário, pág. 100).:
26.03.1901. Acontece em Macapá um conflito entre as tropas do capitão da Guarda Nacional de Macapá, delegado de Policia Aprígio Perez Nunes e do tenente de Infantaria do Exército, sediado em Macapá, Pompeu Aureliano de Moura, que teve apoio do juiz de Direito Manoel Buarque da Rocha Pedregulho. Há troca de tiros e lutas entre os contendores. Na realidade, os partidários do delegado Aprígio eram simpatizantes do governo anterior do Pará, Lauro Sodré, que foi derrotado..
Nesta mesma data, assume um novo juiz da Comarca de Macapá, Francisco Peregrino dos Santos Tocantins, considerado “Laurista” – partidário do governador Lauro Sodré. Há boatos de que haviam deposto o presidente da República Campos Sales e o vice-presidente Rosa e Silva havia assumido, e que o novo governador do Pará, Augusto Montenegro, havia aderido ao movimento, mas que sua adesão não havia sido aceita.
No dia anterior, 25 de março, havia chegado à capital o juiz Manoel Buarque, como juiz de Direito substituto, considerado “lemista” – partidário do governador Antonio Lemos – acompanhado do capitão Aprígio Peres Nunes, prefeito de Segurança de Macapá. Os lauristas, que constituíam a maioria e que viviam sob regime de opressão, rebelaram-se e atacaram o juiz substituto e o prefeito de policia, ajudados pelo chefe da policia local, coronel Coriolano Jucá, e o alferes do Exército, tenente Pompeu Aureliano de Moura, comandante da Fortaleza de São José. Todos lauristas.
Os amotinados cometeram excessos, prendendo o juiz e sua família em um chiqueiro, na companhia de suínos. A política partidária exacerbada jogava juiz contra juiz. O episódio chegou à troca de tiros entre os litigantes e o juiz de Direito Manuel Buarque, que sempre foi imparcial, só pelo fato de ter sido nomeado pelo governador Augusto Montenegro, sofreu os vexames que posteriormente foram levados ao tribunal.
Com o consentimento do intendente Teodoro Mendes, Perez Nunes vai a Belém conserser com o chefe de policia daquele municipio, a fim de recrutar pessoas para fins de instalar uma policia civil no Amapá. Durante sua estada em Belém, Pompeu Moura, depois de várias reuniões, consegue convencer a população de Macapá de que Perez Nunes havia ido a Belém recrutar varios pára-militares com a intenção de tomarem a cidade, para transformá-la numa região independente, a exemplo de Cunani. Ao regressar com oito novos policiais civis, Perez Nunes é abordado por soldados da Fortaleza que fizeram fogo ao delegado de policia e seus novos recrutas. Nunes conseguiu fugir ao cerco e volta novamente a Belém, para relatar o caso ao seu chefe, o delegado de Policia de Belém.
Em 22 de maio de 1901, uma corveta da marinha brasileira aporta em Macapá, conduzindo um oficial do Exército, uma guarnição militar e o capitão Aprigio Nunes, para renderem o tenente Pompeu Moura, responsável pelo conflito.
Existe uma outra versão para o conflito, de autoria de Ernesto Cruz (História do Poder Judiciário, pág. 100).:
26.03.1901. Acontece em Macapá um conflito entre as tropas do capitão da Guarda Nacional de Macapá, delegado de Policia Aprígio Perez Nunes e do tenente de Infantaria do Exército, sediado em Macapá, Pompeu Aureliano de Moura, que teve apoio do juiz de Direito Manoel Buarque da Rocha Pedregulho. Há troca de tiros e lutas entre os contendores. Na realidade, os partidários do delegado Aprígio eram simpatizantes do governo anterior do Pará, Lauro Sodré, que foi derrotado..
Nesta mesma data, assume um novo juiz da Comarca de Macapá, Francisco Peregrino dos Santos Tocantins, considerado “Laurista” – partidário do governador Lauro Sodré. Há boatos de que haviam deposto o presidente da República Campos Sales e o vice-presidente Rosa e Silva havia assumido, e que o novo governador do Pará, Augusto Montenegro, havia aderido ao movimento, mas que sua adesão não havia sido aceita.
No dia anterior, 25 de março, havia chegado à capital o juiz Manoel Buarque, como juiz de Direito substituto, considerado “lemista” – partidário do governador Antonio Lemos – acompanhado do capitão Aprígio Peres Nunes, prefeito de Segurança de Macapá. Os lauristas, que constituíam a maioria e que viviam sob regime de opressão, rebelaram-se e atacaram o juiz substituto e o prefeito de policia, ajudados pelo chefe da policia local, coronel Coriolano Jucá, e o alferes do Exército, tenente Pompeu Aureliano de Moura, comandante da Fortaleza de São José. Todos lauristas.
Os amotinados cometeram excessos, prendendo o juiz e sua família em um chiqueiro, na companhia de suínos. A política partidária exacerbada jogava juiz contra juiz. O episódio chegou à troca de tiros entre os litigantes e o juiz de Direito Manuel Buarque, que sempre foi imparcial, só pelo fato de ter sido nomeado pelo governador Augusto Montenegro, sofreu os vexames que posteriormente foram levados ao tribunal.
á


